Vídeo-aula 4: Ética e Saúde na escola - Lúcia Tinós

Definir “alunos com necessidades educacionais especiais”. Afunilar esse grupo em função de especificidades relacionadas ao campo da saúde – as deficiências, os transtornos e as síndromes.



Objetivos da vídeo-aula:
  • definir e discutir “alunos com necessidades educativas especiais”;
  • afunilar e especificar os alunos relacionados ao campo da saúde – deficiência, transtorno e alguns quadros;
  • Especificar os alunos com necessidades “educativas especiais”.

Primeiro momento de reflexão:
O que significa, para você, receber a notícia de que você irá trabalhar com um aluno com necessidades especiais?
Qual é o nosso/ seu “olhar” para esse termo e aluno?
Quais seriam as suas necessidade3s enquanto professor.

Necessidade Educativas Especiais: o que significa?
Você saberia dizer se possui alunos com NEE em sua sala de aula?
Quais as necessidades especiais?
Quais são os alunos que se encaixam nessa definição de ter necessidades “educativas” especiais?

O termo NEE aparece pela primeira vez, no Reino Unido, em 1078.
No Brasil, o termo NEE surge após a Conferência Mundial de Educação Especial em 1994 (Salamanca).

Salamanca define quem tem NEE como:
as crianças e jovens
  • de rua e que trabalham;
  • de origem remota ou de população nômade;
  • pertencentes a minorias linguísticas, étnicas ou culturais;
  • de grupos desavantajados ou marginalizados;
  • deficientes e super-dotados.

Segundo momento de reflexão:
Será que a amplitude do termo NEE pode ser gerador de ambiguidades e, principalmente, de ações discriminatórias?
Existe diferença entre NEE e diversidade?

É importante conhecer a terminologia, mas é importante tomar cuidado com o modismo dos termos. É importante conhecer em que contexto a terminologia foi criada e como ela pode ajudar o professor.
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A professora considera o termo muito abrangente e que que não nos ajuda a pensar.
No entanto, é necessário sim que a escola pense na necessidades especiais da criança de rua, da criança que trabalha, da criança estrangeira, da criança de minoria linguística... pois essas crianças, em sala de aula, aparecem em número semelhante aos das crianças com NEE relacionadas a questões de saúde e são discriminadas em sala de aula, por colegas e professores, de forma muito semelhante.
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No Brasil, o Decreto 3.298 de 1999, define as seguintes categorias em relação às NEE:
  • deficiência física;
  • - deficiência auditiva;
  • deficiência visual;
  • deficiência mental;
  • deficiência múltipla.
Ou seja, ligadas à área médica e definidas através de exames.

As definições e os diagnósticos são importantes para o planejamento pedagógico.
É necessário tomar cuidado para não estigmatizar o aluno. As pessoas são singulares e não podem ser definidas por uma terminologia.
O aluno é da escola e não do professor. O trabalho deve ser coletivo.


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