Apresentação de pesquisa que evidencia e discute as múltiplas e conturbadas trajetórias de pessoas com necessidades especiais, que culminam com a busca pela Educação de Jovens e Adultos.
A vídeo-aula apresenta
resultados de pesquisa que estudou se existiam alunos com deficiência
na EJA de uma determinada rede, quem eram e de onde vieram.
A coleta de dados foi
difícil: propõe uma reflexão a respeito da organização e
registro de dados dos municípios e diretorias e sistemas de ensino
para identificar os alunos e poder planejar uma ação efetiva para
eles.
A legislação que
determina a educação de jovens e adultos: LDBEN/9394/96, Artigo 37,
constitui a EJA como modalidade de ensino utilizada na rede pública
no Brasil, para propiciar a educação de jovens e adultos.
Parecer CEB nº.
11/2000: orientações sobre a organização e a função dessa
modalidade de ensino.
Ainda assim a educação
de jovens é adultos, historicamente, costuma ser posta em segundo
plano.
Quem é o aluno da EJA?
sujeitos compostos pela e na diversidade; pelas camadas socialmente
mais empobrecidas e marginalizadas: negros, idosos, trabalhadores.
Populações rurais, alunos com NEE etc. Dentro da diversidade:
aumento de alunos com deficiência.
SEGUNDO A PESQUISA
APRESENTADA:
Enquanto o número
total de matrículas em EJA diminuía, aumentava o número de
matrículas de alunos com deficiência (2004-2007).
Alunos com deficiência
mental/ Déficit intelectual: representavam 43% das matrículas.
Alunos com deficiência
auditiva: representavam 18% das matrículas.
Há uma grande
dificuldade de se definir as deficiências. Grande variedade de
nomenclatura. Quem dá o diagnóstico? Para que ter diagnóstico? A
quem interessa? Como ajuda?
Os caminhos que levam o
jovem e o adulto com deficiência à EJA: a grande maioria vem de
escolas especiais. Uma menor parte vem de escolas públicas. Por que
alunos com história de escolarização procuram pela EJA?
Um exemplo de história
de escolarização de aluno com deficiência: muitas controvérsias,
a escolarização não é uma prioridade, vontades não respeitadas,
situações de discriminação, dificuldade de acesso (no caso de
deficiência física), repetição de séries.
Uma escola tem que
oferecer os atendimentos especializados? Como fica a escolarização?
Citação de uma
experiência positiva: o professor que abre a possibilidade de
diálogo e considera a opinião do aluno com deficiência para
planejar a forma de atuação.
A escolarização e o
certificado são extremamente importantes, mas nem sempre prioridade
na história de escolarização do aluno com deficiência. Aceitação
e pertencimento também são questões importantes.
Quais são os
entendimentos sobre inclusão? Como fica o trabalho pedagógico?
A EJA é uma oportunidade ou armadilha?
O aluno de EJA tem sonhos e projetos que já apresentam uma história de exclusão escolar.
Temos que tornar visíveis pessoas que historicamente não são consideradas.

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