Vídeo-aula 16: Trajetórias escolares de deficientes e a EJA: a questão do fracasso escolar - Lúcia Tinós


Apresentação de pesquisa que evidencia e discute as múltiplas e conturbadas trajetórias de pessoas com necessidades especiais, que culminam com a busca pela Educação de Jovens e Adultos.




A vídeo-aula apresenta resultados de pesquisa que estudou se existiam alunos com deficiência na EJA de uma determinada rede, quem eram e de onde vieram.
A coleta de dados foi difícil: propõe uma reflexão a respeito da organização e registro de dados dos municípios e diretorias e sistemas de ensino para identificar os alunos e poder planejar uma ação efetiva para eles.
A legislação que determina a educação de jovens e adultos: LDBEN/9394/96, Artigo 37, constitui a EJA como modalidade de ensino utilizada na rede pública no Brasil, para propiciar a educação de jovens e adultos.
Parecer CEB nº. 11/2000: orientações sobre a organização e a função dessa modalidade de ensino.
Ainda assim a educação de jovens é adultos, historicamente, costuma ser posta em segundo plano.

Quem é o aluno da EJA? sujeitos compostos pela e na diversidade; pelas camadas socialmente mais empobrecidas e marginalizadas: negros, idosos, trabalhadores. Populações rurais, alunos com NEE etc. Dentro da diversidade: aumento de alunos com deficiência.

SEGUNDO A PESQUISA APRESENTADA:
Enquanto o número total de matrículas em EJA diminuía, aumentava o número de matrículas de alunos com deficiência (2004-2007).
Alunos com deficiência mental/ Déficit intelectual: representavam 43% das matrículas.
Alunos com deficiência auditiva: representavam 18% das matrículas.

Há uma grande dificuldade de se definir as deficiências. Grande variedade de nomenclatura. Quem dá o diagnóstico? Para que ter diagnóstico? A quem interessa? Como ajuda?

Os caminhos que levam o jovem e o adulto com deficiência à EJA: a grande maioria vem de escolas especiais. Uma menor parte vem de escolas públicas. Por que alunos com história de escolarização procuram pela EJA?



Um exemplo de história de escolarização de aluno com deficiência: muitas controvérsias, a escolarização não é uma prioridade, vontades não respeitadas, situações de discriminação, dificuldade de acesso (no caso de deficiência física), repetição de séries.

Uma escola tem que oferecer os atendimentos especializados? Como fica a escolarização?

Citação de uma experiência positiva: o professor que abre a possibilidade de diálogo e considera a opinião do aluno com deficiência para planejar a forma de atuação.

A escolarização e o certificado são extremamente importantes, mas nem sempre prioridade na história de escolarização do aluno com deficiência. Aceitação e pertencimento também são questões importantes.

Quais são os entendimentos sobre inclusão? Como fica o trabalho pedagógico?

A EJA é uma oportunidade ou armadilha?

O aluno de EJA tem sonhos e projetos que já apresentam uma história de exclusão escolar.

Temos que tornar visíveis pessoas que historicamente não são consideradas.


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