Retomar pontos sobre ética e valores, estudados nos dois primeiros módulos. A meta será direcionar a discussão desses pontos considerando-os em relação à formação e valores dos professores.
Retomando as aulas
iniciais do curso:
HISTÓRIA DA ESCOLA: a
quem que se destina?
Primeira revolução:
educação para grupos diferenciados; educação de modo
individualizado, por preceptor.
Segunda revolução:
educação é responsabilidade do Estado e pública, mas ainda é
restrita a certas camadas; professor com vários alunos. Existia uma
homogenização do alunado (homens, brancos, de uma restrita camada
social) / legitimação da exclusão.
Naturalização
cultural: a quem cabe ir a escola? Como ensinar?
Terceira revolução:
universalização do acesso à educação: diversas camadas sociais,
diversidade (sexo, raça/etnia, religiões, grupos sociais, pessoas
com necessidades educacionais especiais), legitimação do direito.
Quem deve ir a escola?
Além da legislação e
de decretos, é necessário modificar no cotidiano as noções já
impregnadas na sociedade.
Como fazer quando a
educação implica em novas e não conhecidas bases e, mesmo, em
desconhecidos recursos e tecnologias?
Como é ser professor
nessas condições?
E isso fica mais
complexo enquanto vai existindo toda uma legislação para que a
educação seja inclusive uma instância privilegiada para se evitar
e corrigir práticas intolerantes e que vá aumentar o respeito e a
solidariedade.
Há ainda, na escola, a
questão da empatia com o outro: o outro como fonte de todo mal,
sujeito de uma marca cultural (essencializado em sua diferença),
alguém a tolerar (que acaba sendo menosprezado). Será que nós
educadores conseguimos ensinar sobre o outro, sem torná-lo exótico?
(Daniela Kowalewski)
Como lidar, conviver e
ensinar aqueles que a sociedade tradicionalmente considerou como
devendo ser excluídos da escola?
Como ensinar os outros
alunos a respeitá-los?
Como vamos atuar se nós
professores carregamos concepções sociais que implicam na
dificuldade de conviver com o diferente?
É necessário fazer um
trabalho intencional com valores: alunos alunos → ética e
cidadania.
Relações
interpessoais: afetividade/ valor (aquilo de que eu gosto...)
Qual é a afetividade
que o professor tem em relação à criança/ ao jovem diferente,
deficiente?
REFLEXÃO
A bagagem do professor
pode não coincidir com perspectivas da educação: isso pode criar
confrontos e conflitos.
complexidade: múltiplos
significados e discursos → encontro e o confronto entre
conhecimentos e valores → o conflito é inerente, como lidar com
ele?
Trabalho intencional
com valores: alunos ↔ ética e cidadania.
Quais os significados
que você tem sobre “aluno regular”, “escola”, “educação”,
“diferença”, “doença”, “deficiência” etc.? Qual o
lugar de cada uma das pessoas dentro da escola?
É necessário que o
professor tenha clareza desses significados e de seus sentimentos.
“Ensinamos mais pelas
nossas ações e exemplos. As ações são as que dão o ser ao
pregador.” (José Sérgio Carvalho)
O risco é que exista
uma inclusão perversa: a criança, dentro da sala de aula, excluída
da convivência e do aprendizado.
O que pode ser feito:
colocar-se no lugar do outro, humildade (conhecer a si e ao processo
da criança e a história), parecerias (com quem posso discutir e
fazer alguma coisa?).

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