Vídeo-aula 3: Ética e valores na ação educativa - Kátia Amorim

Retomar pontos sobre ética e valores, estudados nos dois primeiros módulos. A meta será direcionar a discussão desses pontos considerando-os em relação à formação e valores dos professores.



Retomando as aulas iniciais do curso:
HISTÓRIA DA ESCOLA: a quem que se destina?
Primeira revolução: educação para grupos diferenciados; educação de modo individualizado, por preceptor.
Segunda revolução: educação é responsabilidade do Estado e pública, mas ainda é restrita a certas camadas; professor com vários alunos. Existia uma homogenização do alunado (homens, brancos, de uma restrita camada social) / legitimação da exclusão.
Naturalização cultural: a quem cabe ir a escola? Como ensinar?
Terceira revolução: universalização do acesso à educação: diversas camadas sociais, diversidade (sexo, raça/etnia, religiões, grupos sociais, pessoas com necessidades educacionais especiais), legitimação do direito.


Quem deve ir a escola?
Além da legislação e de decretos, é necessário modificar no cotidiano as noções já impregnadas na sociedade.
Como fazer quando a educação implica em novas e não conhecidas bases e, mesmo, em desconhecidos recursos e tecnologias?
Como é ser professor nessas condições?

E isso fica mais complexo enquanto vai existindo toda uma legislação para que a educação seja inclusive uma instância privilegiada para se evitar e corrigir práticas intolerantes e que vá aumentar o respeito e a solidariedade.

Há ainda, na escola, a questão da empatia com o outro: o outro como fonte de todo mal, sujeito de uma marca cultural (essencializado em sua diferença), alguém a tolerar (que acaba sendo menosprezado). Será que nós educadores conseguimos ensinar sobre o outro, sem torná-lo exótico? (Daniela Kowalewski)

Como lidar, conviver e ensinar aqueles que a sociedade tradicionalmente considerou como devendo ser excluídos da escola?
Como ensinar os outros alunos a respeitá-los?
Como vamos atuar se nós professores carregamos concepções sociais que implicam na dificuldade de conviver com o diferente?


É necessário fazer um trabalho intencional com valores: alunos alunos → ética e cidadania.
Relações interpessoais: afetividade/ valor (aquilo de que eu gosto...)
Qual é a afetividade que o professor tem em relação à criança/ ao jovem diferente, deficiente?

REFLEXÃO
A bagagem do professor pode não coincidir com perspectivas da educação: isso pode criar confrontos e conflitos.
complexidade: múltiplos significados e discursos → encontro e o confronto entre conhecimentos e valores → o conflito é inerente, como lidar com ele?
Trabalho intencional com valores: alunos ↔ ética e cidadania.
Quais os significados que você tem sobre “aluno regular”, “escola”, “educação”, “diferença”, “doença”, “deficiência” etc.? Qual o lugar de cada uma das pessoas dentro da escola?
É necessário que o professor tenha clareza desses significados e de seus sentimentos.

“Ensinamos mais pelas nossas ações e exemplos. As ações são as que dão o ser ao pregador.” (José Sérgio Carvalho)

O risco é que exista uma inclusão perversa: a criança, dentro da sala de aula, excluída da convivência e do aprendizado.
O que pode ser feito: colocar-se no lugar do outro, humildade (conhecer a si e ao processo da criança e a história), parecerias (com quem posso discutir e fazer alguma coisa?).










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